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17/10/11 - 18h23 - atualizada em 18/10/11 às 08h59

Sindicato aceita proposta e bancários de Irati voltam a trabalhar

As agências das cinco instituições públicas e privadas de Irati que estavam em greve estão funcionando normalmente desde a manhã desta segunda-feira, 17.
Rodrigo Zub

A semana começa mais tranquila para quem precisou enfrentar filas para pagar contas nas lotéricas, durante as últimas três semanas. A greve dos bancários acabou. A categoria decidiu voltar ao trabalho em toda a região dos Campos Gerais e deu um basta à paralisação depois de uma assembleia realizada hoje de manhã, com os bancários, em Ponta Grossa. Em Irati, as agências das cinco instituições bancárias do município estão funcionando normalmente desde a manhã desta segunda-feira, 17.

A greve durou 22 dias e todas as agências da região dos Campos Gerais que aderiram à paralisação, já voltaram a trabalhar. Em Irati, o período de adesão ao movimento foi menor, já que os bancos optaram em paralisar as atividades somente, no dia 7 de outubro, 11 dias depois do início da greve. Vale lembrar que os bancários entraram em litígio a partir do dia 27 de setembro.

Marcos Costantin durante reunião na manhã de hoje com bancários em PG
Em entrevista à equipe da Najuá, por volta das 12 h, o vice-presidente do Sindicato dos Bancários da região dos Campos Gerais, Marcos Costantin explicou que a decisão é válida para todas as agências que compreendem a área de atuação do sindicato. Segundo ele, o processo funciona do modo inverso ao do que ocorreu quando os bancos optaram em aderir à paralisação.

“As assembleias são realizadas na base do Sindicato, ou seja, em Ponta Grossa. Por isso, o que é definido aqui é o que é válido para toda a região de atuação dos bancários. Para aderir à greve nós tivemos que ir conversar com as agências para que eles pudessem aderir ao movimento. Na decisão contrária de retorno é totalmente diferente, pois eles são obrigados automaticamente a acatar essa decisão e retornar ao trabalho”, destaca Costantin.

Reajuste

Os bancários reivindicavam reajuste salarial de 12,8%, mas acabaram aceitando a proposta apresentada pela Federação Nacional de Bancos (Fenaban) de 9%, mais ganho real de 1,5%. Além disso, foi definido o aumento de 12% no piso inicial da categoria, que passa de R$ 1.250 para R$ 1.400 para o cargo de escriturário.

“A questão salarial nós pedíamos um reajuste de 12,8%, que seria a inflação e mais 5% de aumento real que era plenamente viável para os bancos pagarem. Mas eles optaram por oferecer 9% e ofereceram ainda 12% no piso inicial dos bancários. Foi levado à assembléia o resultado dessa proposta apresentada na última sexta-feira, 14, aos funcionários que decidiram pela aceitação e retorno imediato ao trabalho”, comenta Costantin.

"Conquistas"

De acordo com ele, diante das circunstâncias, mesmo com índices reduzidos aos quais pleiteavam, os bancários aceitaram a proposta principalmente porque tiveram outros avanços em relação à distribuição de lucros e contratação de funcionários, outras reivindicações da categoria.

“Os 12% de aumento não foi aplicado no piso, não era apenas aquilo que se esperava, mas foi o possível de se conseguir no momento. A contratação de pessoas e o compromisso na tentativa de melhorar os planos de saúde são questões que não foram solucionadas de imediato, mas foi arrancado um compromisso da Fenaban, de que isso será fruto de debate no decorrer dos próximos meses”, ressalta Costantin.

Outra conquista bastante comemorada por Costantin foi o avanço na discussão sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A partir de agora, cada trabalhador poderá receber até 2,2 salários mais R$ 2.800 por ano (contra 2,2 salários mais R$ 2.400).

“Cada funcionário irá receber um aumento com valor diferenciado. O valor vai depender do seu nível de carreira, mas vai haver um incremento principalmente nos menores salários”, comemora.

Dias parados não serão descontados

Vale destacar que os dias que ficaram parados não vão ser descontados dos funcionários, mas eles deverão fazer horas-extras todos os dias para compensar o tempo de greve. Mesmo assim, a medida não vai alterar o horário de atendimento das agências.

“Até o dia 15 de dezembro, os bancários estarão fazendo serviço especial para pagar os dias da paralisação. Por enquanto, não tem nada definido, mas é possível que nos próximos dias alguns funcionários tenham que estender seus horários”, conta Costantin.

Caixa se comprete a contratar 5 mil funcionários

Sobre a força do movimento que durou 22 dias a nível nacional, sendo a maior dos últimos 20 anos, Constatin acredita que os bancários saem fortalecidos após o término da greve. Ele destaca que houve avanços significativos na possibilidade de serem contratados até o final de 2012, um número considerável de novos funcionários para atender à demanda em todas as agências bancárias do país. “A Caixa Econômica, por exemplo, se comprometeu a aumentar no próximo ano seu quadro em até 5 mil funcionários. Isso irá minimizar o tempo de espera nas filas de bancos”, destaca.


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