Irati e Região / Notícias

27/06/13 - 03h11 - atualizada em 27/06/13 às 03h20

Stafim ameaça paralisar novamente obra do Ginásio de Esportes

Construtor solicita que a prefeitura realize o pagamento de valores referentes a sexta e sétima medições dentro do prazo contratual
Rodrigo Zub, com reportagem de Sassá Oliveira


Em meio aos problemas causados pelas chuvas dos últimos dias, o executivo de Irati terá que concentrar ações para resolver mais um assunto. O construtor Gelson Stafim protocolou um requerimento na prefeitura, informando que deverá paralisar novamente a obra do ginásio de esportes José Richa.

A assessoria jurídica da empresa Stafim Execuções e Obras Ltda., alega que o município não cumpriu o acordo assinado no dia 24 de abril, que determina o pagamento de valores referentes a sexta e sétima medições dentro do prazo contratual. “A obra foi retomada em ritmo lento haja visto a ausência de pagamentos pela municipalidade e pela ausência total de acompanhamento do Sr. Fiscal de Obras deste município, o qual nunca compareceu ao canteiro da obra”, diz um trecho do protocolo encaminhado pela assessoria jurídica da empresa ao executivo.

A empreiteira ainda informa que adquiriu materiais de construção e teve gastos com mão de obra, além de encargos sociais e trabalhistas desde a retomada da obra, mas que mesmo assim a prefeitura não efetuou os pagamentos.

O Procurador do Município, Jhiohasson Weider Taborda, diz que o executivo desde o início da administração se colocou a disposição para resolver o impasse referente à continuidade das obras executadas pela empresa. Taborda relata que o município irá aguardar a atitude que será tomada pelo construtor para se manifestar. Segundo ele, a secretaria responsável pela obra irá notificar a empresa, caso ela realmente paralise os trabalhos. 

No dia 22 de fevereiro, a empresa Stafim interrompeu a execução do ginásio de esportes e solicitou o pagamento de um aditivo de valor e a prorrogação do contrato para execução da obra.

Obra do ginásio de esportes já foi interrompida durante três meses


Pagamento do aditivo

Depois de muita discussão, a obra foi retomada no fim de maio depois que a construtora aceitou a proposta de aditivo de valor de R$ 555.136,45, encaminhada por técnicos do Paraná Cidade, financiador do projeto. Jhiohasson enaltece que esse aditivo se refere ao valor que será pago até a conclusão da obra. Com isso, a liberação do dinheiro será feita conforme as medições que serão encaminhadas aos técnicos do Paraná Cidade.

“O aditivo se refere a todo contrato e será pago à medida que foram executados os trabalhos. Esses valores não serão pagos se a empresa paralisar a obra”, confirma o Procurador. Ele comenta que o contrato original firmado na gestão anterior da prefeitura estabelece multas ao construtor em caso de inadimplência contratual, ou seja, desistência.

“Se a empresa deixar de realizar as obras iremos tomar as medidas cabíveis. Em caso de desistência vamos dar prosseguimento ao processo para que o mais rápido possível seja feita uma nova licitação e concluída a obra”, comenta.

Prazo para conclusão

Conforme acordo estabelecido no mês de maio, a empresa Stafim terá até fevereiro de 2014 para entregar a obra. Na época, o prefeito Odilon Burgath (PT) acreditava que o ginásio seria concluído em um prazo de seis meses.

Readequação do projeto

Em conversa com o secretário do Desenvolvimento Urbano (SEDU), Ratinho Junior, a prefeitura definiu uma nova planilha de gastos a construção do ginásio. Em entrevista à equipe da Najuá, em maio, Odilon afirmou que foi feita uma readequação do projeto para reduzir os custos.  “Optamos pela retirada de acentos e um elevador. Eles serão colocamos na sequência quando tivermos um fôlego financeiro. Foram feitas as glosas, que é o termo técnico, houve uma redução, mas que não vai comprometer a utilização do ginásio”.

Investimento

A previsão de investimento com o ginásio de esportes é de R$ 7,8 milhões já incluindo o valor do novo aditivo de R$ 555 mil concedido para a empresa Stafim. Os recursos para a obra provêm de uma operação de crédito realizada pelo Município junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano, Sedu/Paraná Cidade e de verba própria do Município, cerca de R$ 1 milhão.




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