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20/11/19 - 09h55 - atualizada em 21/11/19 às 22h33

Yazaki realiza triagem para novo projeto

Processo de seleção de candidatos abrangeu 280 triagens nas duas últimas semanas. Contratações estão previstas para ocorrer no início de 2020

Edilson Kernicki, com reportagem de Paulo Henrique Sava e Rodrigo Zub 

Yazaki já contratou mais de 180 funcionários neste ano, inclusive aprendizes

A Yazaki Autoparts do Brasil iniciou uma seleção de novos funcionários. O processo de triagem abrangeu 280 pessoas nas duas últimas semanas e foi realizado na Agência do Trabalhador. “Em conversa com o RH [setor de Recursos Humanos] da empresa, existe uma tendência que tenhamos mais triagens. Mas isso é uma coisa que nem a empresa consegue nos passar nem nós conseguimos determinar”, adianta o chefe da Agência do Trabalhador de Irati, Marcelo de Ávila Francos.

A triagem ocorre de forma esporádica. Por isso, o chefe da Agência do Trabalhador não tem previsão de quando ocorre a próxima. De qualquer forma, já está certo que a fábrica terá um novo projeto do seu cliente Renault e, consequentemente, mais postos de trabalho em breve. Entretanto, a triagem não necessariamente significa garantia de contratação. Os requisitos fundamentais para o candidato – inclusive nas próximas triagens – são ter, no mínimo, 18 anos, e ensino médio completo.

“O primeiro passo para a contratação na empresa é triar, ou seja, selecionar aqueles que, além de ter perfil, passam por uma prova aplicada pela empresa. Selecionados os trabalhadores, eles passam por uma segunda etapa, que é dentro da empresa, como o exame médico, que é natural em qualquer contratação, seja no setor público ou privado. Depois disso, há um período de treinamento. É um processo longo, tanto para nós quanto para a própria empresa”, comenta o chefe da Agência do Trabalhador. As efetivações estão previstas para ocorrer no início de 2020.

“Nos processos anteriores, tivemos mais de 180 contratações, desses processos que se iniciaram entre abril e maio. As triagens são bem esporádicas e atendem à demanda do momento. Foi um número bem interessante de contratações pela empresa e ajuda bastante nos números, na produtividade e, principalmente, ao trabalhador, que tanto necessita”, acrescenta Marcelo.

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Segundo o chefe da Agência do Trabalhador, com a perspectiva da abertura da nova planta da Yazaki, o número de novas vagas deve se aproximar de 400, o que revela um bom cenário local, mesmo em meio a um período de recessão econômica. “Estamos vendo sinais que nos levam a crer que as coisas vão melhorar. As coisas estão melhorando, mas o impacto não é imediato, é de médio e longo prazo”, analisa.

“Entendo o afã e a necessidade que todos temos em trabalhar. Mas o que temos que entender é que existem especificidades e um perfil que nos é exigido. Lá na Agência, colocamos conforme o perfil que nos é determinado pela empresa. Somos intermediadores de uma mão de obra, intermediadores de uma relação empregador e trabalhador. Esse é nosso papel”, explica o chefe da Agência do Trabalhador.

Segundo Marcelo, tem sido relativamente fácil preencher as vagas de acordo com o perfil solicitado pela Yazaki, até porque não é requisitada experiência prévia na área, apenas o ensino médio completo e a idade mínima de 18 anos. Aliás, o chefe da Agência do Trabalhador ressalta que, nos últimos anos, houve uma transformação no perfil do trabalhador iratiense. “Tínhamos um perfil de população que tinha, em sua grande maioria, [ensino] fundamental incompleto. Hoje, com a exigência pelas empresas quanto ao ensino médio, cresceu muito o número de pessoas que procuraram terminar, pelo menos, o ensino médio”, revela. Nesse sentido, o curso supletivo oferecido pelo Centro de Educação Básica de Jovens e Adultos (CEEBJA) contribuiu em grande parte para essa mudança de perfil. No entanto, o preenchimento de vagas que exigem experiência comprovada em determinado setor continua a gerar dificuldades.

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Vagas temporárias

Para este final de ano, a Agência do Trabalhador disponibiliza vagas de trabalho temporário visando as safras. “Temos operador de secador, serviços gerais na safra, balanceiros, gente para a emissão de nota fiscal. Para a safra, temos essa procura desde o início de novembro. Normalmente, essas vagas não exigem experiência. Mas, se tiver, já auxilia bastante, pois como essas vagas abrem anualmente, as pessoas passam a adquirir experiência nessa área e isso acaba sendo um diferencial”, diz. As vagas envolvem cooperativas de Irati e da região.

Em relação a vagas temporárias no comércio, que são muito esperadas nesse período que antecede o Natal, ainda não houve procura das lojas para a contratação de vendedores e de operadores de caixa, que são os dois tipos de postos de trabalho temporário habitualmente criados nessa época do ano. “Quero crer que ainda tenhamos para o início de dezembro. Até o dia 10 [de dezembro], acredito que tenhamos essa procura, sim, para trabalhadores temporários de final de ano”, diz.

Sobre a contratação de pessoas com deficiência (PCD), vale lembrar que empresas com 100 ou mais empregados devem preencher de 2% a 5% de suas vagas para beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência habilitadas, conforme o artigo 93 da Lei 8.213/1991. A cota de 2% se enquadra para empresas com até 200 empregados. Para empresas com 201 a 500 empregados, essa faixa aumenta para 3%; de 501 a 1000 empregados, 4% e, de 1001 empregados em diante, 5%. “Assim como o Jovem Aprendiz, essas vagas não têm um período certo para abrir, elas abrem conforme a demanda. Nesse caso, é interessante que o candidato nos apresente a carteira de trabalho e o laudo médico com o CID [Classificação Internacional de Doenças]”, explica.

O saldo do emprego em Irati para os três primeiros trimestres de 2019, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), é positivo. “Trabalhamos na faixa de 3.600 contratações e a contrapartida é de 3.300 a 3.400 demissões. Mesmo assim, a preocupação é grande porque se faz ainda muitos Seguros Desempregos. Sou eu quem faz o Seguro Desemprego na Agência e fazemos em torno de 230, em média”, conclui.


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