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23/04/12 - 15h27 - atualizada em 23/04/12 às 16h48

Audiência pública discute criação da Região Metropolitana dos Campos Gerais na Alep

Uma comissão será formada para aprofundar a proposta com os prefeitos dos Campos Gerais e entidades, que neste momento já provocaram o Poder Legislativo para iniciar a discussão

Da Redação, com Alep

 

Audiência pública debate a possibilidade da criação da Região Metropolitana dos Campos Gerais

 

Aconteceu  na manhã desta segunda-feira (23), no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), a audiência pública que debateu a possibilidade da criação da Região Metropolitana dos Campos Gerais. Representantes da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (ACIPG), da Associação dos Municípios da Região dos Campos Gerais (AMCG), deputados, alguns prefeitos e vereadores, estiveram no encontro.

Uma comissão será formada para aprofundar a proposta com os prefeitos dos Campos Gerais e entidades, que neste momento já provocaram o Poder Legislativo para iniciar a discussão.

Para o presidente da ACIPG, Márcio Pauliki, a Região Metropolitana é um avanço, porque vai assegurar o desenvolvimento regional dos Campos Gerais. A entidade, segundo ele, encerrou um estudo técnico sobre o assunto, iniciado há um ano, e que agora será apresentado aos municípios. “Precisamos desenvolver a região, pensar como um todo, que hoje abrange mais de 20 municípios. A RM pode dar representatividade administrativa, técnica e principalmente política. Iniciamos os estudos técnicos e a partir desta audiência queremos levar a discussão para todas as cidades. Precisamos levar para cada uma quais são as vantagens e desvantagens”.

 

Prefeitos são contra

 

Os prefeitos da região, através da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG), se manifestaram contra o modo como vem sendo discutida a possível criação da Região Metropolitana. Um grupo de 12 prefeitos decidiu fazer uma nota oficial que será levada ao conhecimento do governador Beto Richa. Nela, os prefeitos afirmam que a iniciativa partiu da iniciativa privada e que eles não foram procurados para participar do debate como gostariam. Conforme reportagem do JM News, expressam que “a falta de informações impede a formação de um juízo de valor no sentido de concluir pela viabilidade ou inviabilidade da região”.

 

Esclarecimento

 

Ao se posicionar sobre a iniciativa de abrir o Legislativo para a manifestação sobre os benefícios ou não da criação da Região Metropolitana dos Campos Gerais, o deputado Plauto Miró (DEM) entendeu como uma oportunidade de esclarecimento. “Temos ouvido posições divergentes dos municípios dos Campos Gerais e entidades que representam os segmentos da sociedade. Vários projetos já foram encaminhados nesta Casa sobre o assunto. E agora a discussão se tornou mais acirrada, divergente. E esta audiência na Assembleia Legislativa serve justamente para isso, para colocar as pessoas em conjunto para que discutam os prós e contras, tentando despolitizar a questão. E para que aquilo que for bom possa progredir”, disse Plauto à assessoria de comunicação da Alep.

O desenvolvimento regional foi o tom do discurso do deputado Péricles de Mello (PT). De acordo com ele, a integração dos municípios é uma causa a ser levada em frente pela Assembleia, mas com o aprofundamento que o tema merece, envolvendo entidades e municípios no debate. “Em minha opinião, a RMCG é um instrumento importante para o desenvolvimento de todas as cidades”, afirmou Péricles.

O deputado Marcelo Rangel (PPS) lembrou que já apresentou um projeto de lei criando a Região Metropolitana dos Campos Gerais, no seu primeiro mandato, embora a proposta ainda não tenha prosperado. Mas defendeu o entendimento e a necessidade de conciliar as vontades e interesses de todos os municípios. “Uma RM só se constitui com a união de todos, não de apenas um município. Eu entendo que existem muitos benefícios quando há união, inclusive com a prioridade no repasse de verbas federais”, analisou Rangel.

 

Contraditório

 

Mas na opinião da diretora da empresa Planejamento Metropolitano, de São Paulo, Rovena Negreiros, que participou da audiência e se posicionou contrariamente à criação de regiões metropolitanas, os municípios precisam pensar em políticas de regionalização interligadas, e que a ideia de viabilizar recursos por meio da criação da RM é um engano. “Região Metropolitana tem a ver com questão urbana. E temos que pensar no desenvolvimento e na articulação regional. Se mitificou que Região Metropolitana seja mecanismo de acesso a recursos. Mas esta discussão é uma grande oportunidade para se buscar esta integração regionalizada, portanto, com a participação da sociedade, do segmento empresarial e com a participação dos representantes políticos”.

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