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14/12/11 - 10h55 - atualizada em 14/12/11 às 11h00

Entidades empresariais debatem questão do pedágio com Beto Richa

Governador recebeu uma carta em que representantes do setor produtivo pedem a revisão do modelo de concessão de rodovias adotado no Paraná

Agência Fiep

 

Presidentes das principais entidades representativas do setor produtivo paranaense se reuniram com o governador Beto Richa, no fim da tarde desta segunda-feira (12), no Palácio das Araucárias, para debater a questão do pedágio. Os empresários apresentaram levantamentos sobre o impacto econômico que os preços praticados nas estradas do Paraná causam sobre determinadas atividades e entregaram uma carta ao governador em que sugerem a revisão do modelo de concessão de rodovias adotado no Estado.

O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, destacou a importância da união das entidades em torno do tema, que tem influência direta na competitividade do setor produtivo do Estado. Além da Fiep, estiveram representadas na reunião a Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Associação Comercial do Paraná (ACP), Federação e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar) e Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap).

“O que defendemos junto ao governador é que o modelo de concessão adotado no passado pelo Paraná precisa de ajustes”, afirmou Campagnolo. Para o presidente da Fiep, a demora na realização de obras de duplicação de rodovias, previstas nos contratos originais de concessão, é uma prova da necessidade de mudanças no modelo. “O atraso dessas obras prejudica o desenvolvimento do interior do Estado”, disse.

Durante o encontro, o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, apresentou um levantamento realizado pela entidade sobre o impacto do pedágio no transporte de grãos e insumos no Paraná. Segundo o estudo, em alguns casos o pedágio chega a representar 33% dos custos do transporte de cargas de Foz do Iguaçu até Paranaguá. Ainda segundo o levantamento, os pedágios tem impacto nos custos totais de produção que podem chegar a 8,1% para o caso do milho e 4,8% para a soja.

Representantes das entidades empresariais foram recebidos no gabinete do governador
O presidente da Fecomércio, Darci Piana, também mostrou preocupação com os valores cobrados nos pedágios do Paraná. “Sabemos dos benefícios que temos com estradas boas, mas é preciso rever os custos”, afirmou.

De acordo com Edson Campagnolo, da Fiep, o governador Beto Richa se mostrou sensível às reivindicações das entidades empresariais e afirmou que, assim como em outras questões, o governo está aberto ao diálogo com o setor produtivo do Estado.

 

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