Paraná / Notícias

18/02/12 - 14h52 - atualizada em 18/02/12 às 15h09

Ficha Limpa deve barrar vereadores e prefeitos no Paraná

Caroline Olinda/Gazeta do Povo


Ilustração
A validade da Lei da Ficha Limpa para a eleição deste ano deixou muitos vereadores paranaenses preocupados com o risco de serem impedidos de concorrer a um novo mandato no pleito de outubro.
 
Em Curitiba, o vereador Paulo Frote (PSDB) pode ter problemas para disputar a reeleição. Frote foi condenado em 2009 pelo Tribunal de Justiça por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. Ele agora aguarda julgamento de recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O tucano até poderá registrar sua candidatura, mas dependerá de uma liminar para concorrer a um novo mandato até o julgamento do recurso no STJ. Frote se diz tranquilo sobre a possibilidade de ser barrado pela lei.
 
Em Maringá, correm o risco de serem barrados os vereadores Aparecido Domingos Regini “Zebrão”(PP); Belino Bravin (PP); João Alves Correa, o “John” (PMDB); e Marly Martin (PPL). Todos foram condenados no mês passado pelo TJ pelo crime de nepotismo, depois de ação civil pública proposta em fevereiro de 2006.

Outro nome da política estadual atingido pela Ficha Limpa é o ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati, que tem duas condenações em segunda instância. As decisões são contestadas pelos advogados de Belinati em tribunais superiores.
 
A lei também vai atrapalhar os planos de dois personagens da política brasileira. Com a intenção de concorrer neste ano à reeleição para a prefeitura de João Alfredo, interior de Pernambuco, onde foi eleito em 2008, Severino Cavalcanti (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados, ficará impedido de entrar na disputa novamente. Joaquim Roriz (PSC), ex-governador do Distrito Federal, por sua vez, também não poderá se candidatar a este cargo em 2014 como pretendia.
 
A Lei da Ficha Limpa prevê que quem renuncia a um mandato permanece inelegível por oito anos a partir do fim do prazo da função para qual foi eleito.

Colaboraram: Bruna Komarchesqui e Fábio Silveira, do Jornal de Londrina, e Marcus Ayres, da Gazeta Maringá

Comentários