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19/02/19 - 22h22 - atualizada em 20/03/19 às 14h37

Audiência termina sem decisão judicial sobre caso de feminicídio em Irati

Caso envolve a morte de Ivanilda Kanarski. Uma testemunha ainda precisa ser ouvida em outra comarca. Alegações finais de defesa e acusação serão apresentadas depois da conclusão desses atos

Da redação

Fórum de Irati

Terminou sem decisão judicial a audiência sobre o caso da morte de Ivanilda Kanarski, realizada na tarde desta terça-feira, 19, no Fórum da Comarca de Irati. Parte da família da vítima ficou frente a frente com João Fernando Nedopetalski, acusado de ter cometido o crime na manhã do dia 26 de julho, no Parque Aquático.

Conforme o juiz Carlos Eduardo Faísca Nahas, das 12 testemunhas arroladas, uma já havia sido ouvida por um psicólogo. Outras dez pessoas foram ouvidas durante a audiência; falta apenas uma, que deve ser ouvida em outra Comarca nos próximos dias.

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Assim que ocorrer a oitiva desta testemunha, defesa e acusação terão dez dias cada para apresentarem as alegações finais. Somente depois disso, o juiz irá emitir sua sentença se encaminha ou não o caso para o Tribunal do Júri.

O advogado de acusação, Vandir Fracaro, declarou que algumas pessoas arroladas pela defesa de Nedopetalski foram impedidas de se pronunciar como testemunhas por se declararem amigas do acusado. Elas foram ouvidas apenas como “informantes”. Por outro lado, as testemunhas de acusação reforçaram que Ivanilda era constantemente agredida pelo ex-marido.

Fracaro contou que Nedopetalski se negou a responder as perguntas do advogado de acusação e do juiz, seguindo orientação da própria defesa.

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A íntegra dos depoimentos não foi divulgada porque o caso tramita em segredo de justiça. Nossa reportagem procurou a defesa de João Fernando. O advogado Adriano Minor Uema contesta a versão publicada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em documento publicado no dia 28 de novembro, no qual foi negado um pedido de habeas corpus. Ele diz que o acusado não é usuário de drogas e que Romildo Kanarski não foi agredido com golpes de faca, de acordo com o que foi divulgado pelo STJ.

O espaço na emissora continua aberto para manifestação da defesa do acusado.

Confira abaixo a liminar que indeferiu o 2º pedido de habeas corpus

Download do Arquivo

Ivanilda Kanarski foi morta por tiros disparados pelo ex-marido na frente de seus filhos, em plena luz do dia, no Parque Aquático de Irati, no ano passado

Ivanilda Kanarski foi morta por tiros disparados pelo ex-marido na frente de seus filhos, em plena luz do dia, no parque Aquático de Irati, no ano passado


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