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15/10/19 - 18h16 - atualizada em 15/10/19 às 18h31

Iratiense segue desaparecido em Guaratuba

Ramon Zofiak, de 25 anos, estava na Praia Central de Guaratuba, quando foi levado pela correnteza assim como outros banhistas. Outro jovem de Guarapuava, que também se afogou foi encontrado morto

Da Redação

Duas ocorrências simultâneas de afogamento foram registradas na Praia Central de Guaratuba no domingo, 13

O iratiense Ramon Zofiak, de 25 anos, está desaparecido desde domingo, 13, em Guaratuba, no litoral do Estado. O jovem estava junto com outros banhistas que se afogaram na Praia Central. Na manhã de ontem, 14, outro rapaz de Guarapuava, identificado por Bruno Fiuzi Stori, de 21 anos, que também foi levado pela correnteza foi encontrado morto.

Ramon foi para o litoral numa excursão acompanhado de amigos e da namorada, que foi salva por outros banhistas que estavam na praia. Depois de ser atendida no Pronto Socorro, ela sentiu falta do namorado. Os bombeiros acreditam que Ramon tenha se afogado. As buscas continuam em uma embarcação com dois tripulantes.

Em entrevista à Najuá, o Comandante do Corpo de Bombeiros de Guaratuba, Capitão Eziquel Roberto Siqueira, relatou que no total seis pessoas se afogaram em duas situações distintas registradas ao mesmo tempo e bem próximas uma da outra. “Foram ocorrências simultâneas com várias vítimas. Pessoal do posto de guarda-vidas central foi até o local, houve ajuda de populares e pessoal de serviço nosso com uma caminhonete auxiliou nos resgastes. Já no início das buscas a gente tinha 100% de certeza que a primeira vítima [Bruno] tinha afundado. Apesar de que temos uma dúvida de que o jovem iratiense tenha afundado, mas estamos trabalhando desde domingo com a certeza que ele tenha afundado. Apesar de nós termos ido até a secretaria de Segurança do município e tentamos localizar nas câmeras de segurança pela cidade e não tivemos sucesso. A gente está trabalhando realmente com a possibilidade de ter afundado e o corpo estar na água”, relatou Siqueira.

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Ramon Zofiak

Segundo o Capitão, o local onde ocorreu o afogamento estava sinalizado com bandeira preta, que indica ser uma área não protegida por guarda-vidas e com uma placa de perigo. “Na verdade, a maré sobe e desce quatro vezes ao dia. A maré estava subindo [no momento que esses banhistas se afogaram]. O corpo do rapaz de Guarapuava encostou na praia no início da manhã de ontem e uma guarnição da PM visualizou e nos acionou”, afirma Siqueira.

Conforme informações do jornal Gazeta do Povo, dois jovens que estavam juntos conseguiram fugir da correnteza após nadarem. Outro rapaz foi resgatado por banhistas, que chegaram a realizar um cordão humano para salvar as vítimas. O resgate foi registrado em fotos e vídeos compartilhados nas redes sociais.

O Comandante do Corpo de Bombeiros de Guaratuba ressalta que esse tipo de procedimento (cordão humano) é considerado arriscado e não é indicado pela corporação.

Familiares de Ramon foram até Guaratuba para procurá-lo nas ruas da cidade, pois foi cogitada a possibilidade de que o jovem tivesse saído do mar desorientado. Siqueira diz que esse fato não costuma ocorrer. “Por isso, nós estamos concentrando os esforços em ele estar realmente afogado”, salienta o Capitão. Foram verificadas câmeras de segurança que ficam próximas da Praia Central, mas até agora ninguém teve informações sobre o rapaz.

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Bombeiros utilizaram redes para realizar buscas por jovem desaparecido

“Fizemos buscas ontem o dia todo, hoje [terça-feira] desde às 8 h da manhã apesar da chuva, tempo ruim, o mar agitado, continuamos as buscas com embarcação. Conseguimos o apoio do helicóptero de Curitiba, mas com o tempo do jeito que está ele não consegue passar a serra. Se não fosse isso, nós teríamos a ajuda do helicóptero no dia de hoje [terça-feira]. Se permanecer desaparecido esse rapaz, vamos solicitar o apoio da aeronave do BPMOA [Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas]. Até o corpo aparecer na água ou se não tiver se afogado e aparecer em casa ou qualquer outro lugar na praia, aí sim a gente encerra as buscas, mas até lá a gente continua as buscas como se fosse um corpo desaparecido na água”, finaliza Siqueira.

Banhistas fizeram um cordão humano para tentar salvar as vítimas

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