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23/10/18 - 16h53 - atualizada em 24/10/18 às 16h57

Começam os preparativos para o 2º turno em Irati

Fórum eleitoral realizou cerimônias de carga e lacração de urnas. Equipamentos também passaram por auditoria nesta segunda-feira, 22

Paulo Henrique Sava


A menos de uma semana do 2º turno das Eleições 2018, o Fórum Eleitoral de Irati realizou cerimônias de carga, lacração e auditoria de urnas eletrônicas. Os procedimentos aconteceram nesta segunda-feira, 22, durante todo o dia, na sede do Cartório Eleitoral.

Os eventos foram abertos à população, no entanto, presenciaram a cerimônia apenas os representantes dos partidos que concorrem neste pleito à Presidência da República, funcionários do Cartório Eleitoral e a juíza Mitzy de Lima Santos.

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O chefe do Cartório Eleitoral de Irati, Dirceu Wrobel Júnior, destaca que o procedimento de carga de dados das urnas para o 2º turno é mais simples, uma vez que os dados dos eleitores já ficaram registrados no primeiro turno. Para a simulação de votação, foram utilizados os nomes dos candidatos oficiais: Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). Além destes eventos, ao longo da semana devem ser feitos outros ajustes.

“Durante a semana, trabalharemos na logística e de materiais, tentando melhorar e aprimorar o que fizemos no 1º turno, dando um ‘gás’ final no que não conseguimos encerrar. No sábado, iremos fazer o transporte das urnas para os locais de votação", frisou, destacando que as condições das estradas rurais podem dificultar o trabalho.

No domingo, 28, os mesários, secretários e presidentes de seção devem chegar ao local de votação às 07 horas, para que não haja atraso no início do processo, previsto para iniciar as 08 horas.

Confira no fim desta matéria os vídeos que mostram os procedimentos de carga, lacração e auditoria das urnas de Irati e Inácio Martins

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Problemas no 1º turno

No primeiro turno, alguns eleitores reclamaram que as urnas estavam encerrando a votação antes da escolha do candidato a presidente. Wrobel relata que estes casos foram repassados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), órgão responsável pela apuração deste tipo de ocorrência.

“O TRE vai analisar a necessidade de levar estas urnas para lá, vai ver, através dos logs que passamos, se há alguma inconsistência e, com base nisso, tomar as providências”, pontuou.

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Para evitar problemas, Dirceu pede que os eleitores tenham paciência na hora da votação. “Digita [o número], vê aparecer a foto do candidato e confirma depois, com calma. Pedimos que o eleitor tenha calma nesta hora, pois a urna pode demorar um pouco, é um equipamento de informática. Um computador, um celular ou qualquer equipamento deste tipo pode apresentar uma demorazinha, a urna também”.

Qualquer irregularidade ou problema na urna eletrônica deve ser comunicado imediatamente ao presidente da seção, que irá registrar em ata e entrar em contato por telefone com o juiz eleitoral para que uma decisão seja dada no ato. Casos que não interfiram no momento da votação serão registrados pelos mesários e encaminhados posteriormente ao Cartório Eleitoral. No primeiro turno, três pessoas reclamaram, porém uma delas não conseguiu votar porque não fez a biometria e teve o título cancelado.

Aplicativo "Pardal"

Sobre o aplicativo “Pardal”, o TRE orientou que os mesários não o utilizem, pois toda vez que o dispositivo fosse acionado, o mesário precisaria preencher um formulário com 17 perguntas e faria com que o processo eleitoral demorasse ainda mais. “Já era uma decisão tomada pela juíza eleitoral, Dra. Mitzy. Assim que eu tome conhecimento, faremos o deslocamento ou da nossa equipe, da juíza ou da polícia, ou eu mesmo compareço. Dependendo de cada tipo de ocorrência, iremos tomar as providências o quanto antes para que a regularização da situação aconteça o mais rápido possível”, comentou Wrobel.

Antes do primeiro turno, a juiza Mitzy de Lima Santos participou do meio Dia em Notícias

Segurança das urnas

A juíza eleitoral Mitzy de Lima Santos tranquilizou a população e garantiu a segurança absoluta das urnas eletrônicas, mesmo contra o ataque de hackers. “Fazem 22 anos que votamos em urnas eletrônicas e nunca teve nenhum incidente, sempre foi da mesma forma. Nós fizemos esta auditoria com a intenção de tranquilizar a população e ela ficar certa de que a urna eletrônica é inviolável, mesmo porque podem pensar que hackers vão atacar. Não se corre este risco porque ela não é ligada à internet, então não corre este risco. Escolhemos aleatoriamente as urnas e não houve problema nenhum, e não haverá desta vez também“, finalizou.

Auditoria realizada a pedido concluiu que não há fraude

Auditoria realizada na sexta-feira, 19, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE) concluiu que não há indícios de fraude no sistema ou no funcionamento de urnas eletrônicas. O pedido de análise foi feito pelo PSL, sigla do presidenciável Jair Bolsonaro, argumentando que eleitores relataram que tiveram o voto encerrado antes do final. 

A auditoria foi realizada em cinco urnas de Curitiba e outra de Campo Largo, na região metropolitana, e dois equipamentos de Santa Catarina: um de Florianópolis e outro de São José. 

A reclamação mais comum dos eleitores foi a de que o voto era encerrado antes que se pudesse apertar a tecla "confirma", mas o PSL apontou outras possíveis irregularidades, como o direcionamento de votos ao presidenciável Fernando Haddad (PT); ausência de foto de Bolsonaro; encerramento da votação antes que se registrasse o voto para presidente; e ainda falta de alerta sonoro da urna eletrônica, característico do encerramento da votação.

As informações são do portal Terra.

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