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06/04/12 - 02h42 - atualizada em 06/04/12 às 03h05

Hilgemberg afirma que não será candidato nas eleições municipais

Ex-prefeito de Irati afirmou em entrevista à equipe da Najuá, que motivos pessoais e principalmente profissionais fizeram ele tomar essa decisão, mesmo estando liberado para concorrer a disputa eleitoral
Marli Traple e Rodrigo Zub


Dando continuidade a série de reportagens falando sobre as eleições 2012 conversamos com o presidente do Democratas (DEM)- Rodrigo Hilgemberg. Durante a entrevista (confira o vídeo-reportagem completo no final desta matéria), Hilgemberg comentou sobre a possibilidade de lançar sua candidatura, seja como vereador ou a prefeito do município. Ex- prefeito de Irati, Hilgemberg afirmou que não tem pretensões de pleitear uma vaga no legislativo ou no executivo municipal.  Segundo ele, motivos pessoais e principalmente profissionais fizeram ele tomar essa decisão. Mesmo assim, ele enfatiza que atualmente está apto a participar da disputa eleitoral.

“Sempre existe possibilidade, já que o meu nome está limpo, sem nenhuma restrição em todas as esferas, mas a princípio vou trabalhar apenas com a coordenação do partido, esta é a minha proposta de participar nestas eleições”, afirmou Hilgemberg, que assumiu o comando do DEM, em julho do ano passado.

Rodrigo Hilgemberg (à direita) foi entrevistado pelo comentarista da Najuá, Paulo Secco
Repórter Marli Traple também conversou com o presidente do DEM de Irati





Candidatura própria do DEM?

Sobre a possibilidade do DEM lançar candidatura própria para concorrer às eleições majoritárias, Hilgemberg garantiu que o partido tem amplas possibilidades de lançar nomes para prefeito ou para compor uma chapa de vice, em uma possível coligação com os partidos da base aliada. “Temos tempo de rádio e estrutura para isso, então eu acredito que o Democratas vai ser o fiel da balança”, explicou.

Alianças

Hilgemberg comentou que o DEM tem conversado com os outros partidos para possíveis coligações, mas que por enquanto é apenas o início de um namoro, pois o partido está se organizando para decidir se será coadjuvante, ou participante ativo das eleições municipais. “Gostem ou não, a cidade é dividida em grupos políticos, isso existiu, existe e sempre existirá porque ninguém faz política sozinho, ou você tem um time ou está fora do jogo” – afirma. Hilgemberg enfatizou que as alianças devem ser definidas apenas nas convenções partidárias.  “Isso vai ser decidido nos 46 minutos do segundo tempo, ou seja, no último dia das convenções quando teremos várias reuniões para bater o martelo”, destacou.

Sérgio Stoklos

Perguntado sobre a possibilidade de repetir a “dobradinha” com Stoklos, que foi seu vice no período que foi prefeito de Irati, Hilgemberg afirmou que o relacionamento de amizade entre ambos permanece intacto. O presidente do DEM analisou o cenário político e destacou que Stoklos é o grande nome da política iratiense neste momento. Por isso, ele não descartou uma possível aliança com o PSD, partido que  o atual prefeito de Irati filiou-se recentemente.  “O político não vive de história, um político vive do momento, mesmo sendo recente, eu hoje faço parte de um passado, e por isso o comando geral passará pelas mãos de Sergio Stoklos”, analisa Hilgemberg. Para ele, Stoklos terá o poder de definir os rumos da eleição justamente por ser o nome de maior destaque da política iratiense nos últimos anos.
    
Hilgemberg ressaltou que o trabalho de Stoklos passará para a história de Irati como um prefeito que revolucionou a cidade. Porém, ele entende que faltou ser trabalhado mais o setor de industrialização durante os últimos oito anos, quando Stoklos foi o prefeito de Irati. “O Sérgio fez uma boa administração ao longo destes oito anos, mas, qualquer gestão sofre o desgaste do tempo tanto na esfera federal, estadual ou municipal. A industrialização foi o tema da minha gestão quando fui prefeito e o resultado está aí”, avaliou. Para Hilgemberg de nada adianta o município crescer em outros setores, mas não instalar indústrias que possam garantir a geração de empregos para a população.
   
Vereadores

Sobre a corrida eleitoral visando às vagas no legislativo, Hilgemberg explicou que o DEM possui uma pré-lista de nomes de filiados aptos a disputar o pleito. Porém, ele lembra que a definição de quem será candidato ainda depende das articulações com os outros partidos. “Porque se o partido tiver que lançar uma chapa completa de vereadores e não tiver uma coligação na majoritária à probabilidade de não fazer nenhum vereador é muito grande”, enfatizou Hilgemberg.

O presidente do DEM explicou que poderá ocorrer uma mudança nos rumos da eleição caso a atual composição da Câmara de Vereadores vote pelo aumento do número de vagas. Hilgemberg, explica que a principal mudança ocorrerá no quociente eleitoral. “Se aumentar para 11 ou 13 vereadores, o quociente será de 800 a 3.000 votos, o que faz com que o DEM dependa de como serão fechadas as alianças”, afirma.

Hilgemberg diz que a realidade será totalmente diferente, caso o DEM viabilize uma chapa pura, ou se o partido optar em indicar o prefeito ou o vice. Ele enfatiza que teoricamente os cargos majoritários levam votos para a legenda, o que facilita arrecadar mais votos para os vereadores. “Eu acho que nenhum partido aqui em Irati, vai conseguir fazer mais que dois vereadores” – opinou o presidente.

Oposição

Questionado sobre a postura do DEM caso o candidato eleito do Executivo não seja do partido ou não fazer parte do grupo de coligação, Hilgemberg disse que isso irá depender de quantos vereadores da legenda se elegerem. “Vai depender de como será formada a Câmara. Numa possível eleição de dois representantes do Legislativo pelo partido, serão reunidas as executivas do Estado e os líderes políticos para serem definidas as estratégias de trabalho”, afirmou.

O ex- prefeito de Irati diz que o DEM não vai ficar em cima do muro. “Se for oposição será de forma inteligente porque atualmente com a divulgação que é feita pelos meios de comunicação sobre o trabalho dos vereadores não existe mais oposição cega, tipo eu sou contra por ser contra”- explicou Hilgemberg. Segundo ele, até mesmo os partidos de esquerda nas esferas maiores já trabalham desta forma, se posicionando contra quando necessário e discutindo as propostas com aqueles que forem eleitos.

Momento do DEM

Hilgemberg também comentou sobre a o atual momento político do DEM tanto a nível federal como regional. Na avaliação do presidente, a legenda sofreu uma cisão após a criação do PSD, pois uma parte dos integrantes do partido acabou migrando para a nova legenda criada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Mesmo assim, ele disse essas mudanças não trouxeram nenhum impacto para o trabalho desenvolvido pelo DEM em Irati.

“Possuímos mais de duzentos filiados, mesmo após a saída de muitos que se filiaram ao PSD, o novo partido criado com o apoio do Deputado Federal Eduardo Sciarra. Se de repente ficar três ou quatro fortes candidatos num só partido, inviabiliza a eleição dos outros, então foi feita uma divisão de forma racional para acomodar todas as forças que existiam”, conta.

Hilgemberg preferiu relatar os nomes mais conhecidos que permaneceram no DEM, ao invés de comentar sobre os candidatos que deixaram a legenda. Em sua listagem de filiados considerados importantes para o partido, Hilgemberg citou o vereador José Ronaldo Ferreira (Ronaldão), considerado como principal expoente da legenda atualmente.

Confira outros detalhes da entrevista concedida por Rodrigo Hilgemberg à equipe da Najuá no vídeo abaixo.


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