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28/11/11 - 09h46 - atualizada em 28/11/11 às 09h55

Instituto vai criar projeto para fiscalizar políticos curitibanos

Sandro Moser/Gazeta do Povo


Reflexões para o sucesso do Adote um Vereador

Rhodrigo Deda
rhodrigodeda@gmail.com/Gazeta do Povo


Vale a pena refletir sobre onze pontos, que podem facilitar o sucesso do projeto de adoção.
 
1. Sem a fiscalização de políticos, Curitiba, o Paraná e o Brasil continuarão a conviver com episódios de uso indevido de dinheiro público. É por isso que projetos de adoção precisam ser inclusivos e abertos à participação de quaisquer interessados.
 
2. Funcionamento da cabeça dos políticos. Eles pensam em votos. Portanto, é preciso jogar o jogo deles. E transformá-los em nossos servidores, o que, no fim das contas, é o que eles devem ser.
 
3. As redes sociais são aliadas. Permitem o debate amplo. Facilitam a mobilização. Permitem exercer pressão contra os maus comportamentos.
 
4. Os dados públicos sobre vereadores que estão no site da Câmara, do Tribunal Regional Eleitoral e de outras fontes precisam ser transformados em informação relevante e de fácil visualização. Para isso, são bem-vindos os desenvolvedores de aplicativos para internet. Vale perguntar onde estão os hackers de Curitiba? Eles são essenciais.
 
5. A multidão de cidadãos tem na diversidade sua virtude. De talentos, de pontos de vista e de aspirações. Por isso, é um excelente veículo difusor de ideias e comportamentos para toda a sociedade.
 
6. Dirigir pelo asfalto aliena, conviver nas calçadas ilumina. É nelas que a vida acontece. É lá que são descobertos os problemas sociais. É também nelas que se atua no mundo real, demonstrando publicamente a indignação contra abusos de autoridades.
 
7. Nada de ira. Fiscalizar políticos tem de ser divertido.
 
8. Não é preciso se desgastar com horas de trabalho árduo. Às vezes, enviar um simples e-mail funciona como uma pedrada de Davi contra Golias. Pequenas ações geram revoluções.
 
9. A vigilância tem de ser constante. Do contrário, não haverá mudança.
 
10. Caso tudo permaneça como está, não se frustre. Mudança cultural leva tempo. Lembre-se, a experiência transforma. O simples fato de alguém exercer, ainda que ligeiramente, a cidadania, causa um impacto interior duradouro. Portanto, tenha certeza: o principal beneficiário de adotar um vereador é o “pai da criança”.
 
11. Se você só está falando, se você só está marchando, se você só está idealizando, reveja seus conceitos. O mérito está em fazer acontecer.

Dezenas de cidadãos curitibanos, a grande maioria de jovens estudantes universitários, aproveitaram a manhã e a tarde ensolaradas do sábado para participar do Simpósio Republicano – um ciclo de debates sobre o significado da República, as formas de fiscalização e o controle da atividade dos agentes públicos.



O simpósio foi organizado pelo Instituto Atuação Paraná (IAPR), uma organização apartidária que se propõe a desenvolver meios de combate à corrupção, má gestão pública, apatia social e desconhecimento político dos cidadãos. O encontro fechou a 1.ª Semana da Repú­­blica, que ocorreu entre os dias 19 e 26 de novembro e discutiu as novas formas de atuação política nos meios digitais.














O encontro serviu para anunciar que o IAPR vai adaptar para a realidade do cenário político curitibano o bem sucedido projeto Adote um Distrital, de Brasília, que usa ferramentas digitais e um metodologia própria para a fiscalização da atividade parlamentar. Em Brasília, o projeto é coordenado pelo comitê Ficha Limpa-DF, que é composto por eleitores.


O comitê integra o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que foi o responsável pela apresentação e aprovação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei que culminou com a sanção presidencial da Lei da Ficha Limpa.


 
Em Curitiba, o projeto Adote um Vereador será coordenado pelo IAPR. De acordo com seu presidente, o acadêmico de Direito Pedro Veiga, o instituto vai precisar da participação voluntária para fiscalizar os 38 vereadores da capital. “A mudança tem que partir da sociedade. Queremos mobilizar os cidadãos para participarem do controle da gestão pública”, disse Veiga.


 
Como a maioria dos integrantes do IAPR, Veiga votou pela primeira vez nas eleições gerais de 2010. De acordo com ele, a busca de informações sobre os candidatos, o processo eleitoral e as instituições políticas despertaram nele e no grupo a vontade de criar o IAPR. Segundo ele, a ideia é “contribuir com a sociedade atuando politicamente”.



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