Política e Eleição / Notícias

28/03/19 - 16h42 - atualizada em 01/04/19 às 15h35

Marcelinho sugere discutir número de sessões e vereadores da Câmara

Em participação na Tribuna da Câmara, vereador do PP comentou sobre os dois assuntos

Da Redação

Erramos: Primeiro parágrafo corrigido, vide explicação no final

Marcelinho Rodrigues defendeu que vereadores discutam número de parlamentares na Casa e que sessões ordinárias ocorram duas vezes por semana

Em participação na Tribuna da Câmara na sessão de terça-feira, 26, o vereador Marcelinho Rodrigues (PP) sugeriu que o legislativo volte a discutir o número de cadeiras. Ele comentou que o município já teve 13 vereadores no início dos anos 2000, período que exerceu seu primeiro de quatro mandatos na Casa. Na época, uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) reduziu o número de parlamentares nas Câmaras de todo o País. 

Marcelinho salientou que este assunto precisa ser discutido e votado ainda neste ano, uma vez que, em 2020, haverá eleições municipais. “Há muito tempo temos discutido e não temos saído do lugar com a questão do número de vereadores. Quando eu falo nisto, eu tenho a consciência de não aumentarmos o subsídio, mas temos sim que avaliar e rever a questão do número”, pontuou.

Anteriormente, Marcelinho já havia solicitado aumento do número de vagas para 15 vereadores em 2011, e depois para 13 em 2017. Porém, na sessão do dia 18 de dezembro, que definiu a nova composição da Mesa Diretora, o vereador solicitou que ocorresse a redução de dez para nove cadeiras na Câmara. “Este é o projeto ao qual irei dar entrada nesta casa e aqueles vereadores que possam aderir a ele, estão convidados, inclusive o presidente sinalizou que irá junto”, frisou naquela ocasião. Na época, o parlamentar justificou o pedido dizendo que o País passava por uma crise econômica.

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Mudança no horário e aumento do número de sessões

Marcelinho solicitou também a mudança no horário das sessões ordinárias para os períodos da manhã ou da tarde. Ele justificou dizendo que, no passado, os vereadores precisavam exercer outras atividades profissionais porque não havia subsídio da Câmara. Atualmente, cada vereador recebe um subsídio de R$ 5.793,17 (valor bruto), conforme dados do Portal da Transparência do Legislativo. Isso, segundo ele, justifica a alteração no horário das sessões.

O vereador afirma também que, com a mudança de horário, alunos das escolas municipais e agricultores poderiam participar das sessões. “Os agricultores vêm para o centro da cidade, vêm para as lojas e os bancos e, de manhã ou à tarde, poderão acompanhar o trabalho dos vereadores do interior. Desta forma, teremos uma aproximação do homem do campo com esta casa”, frisou.

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Marcelinho comenta que o horário atual das sessões, realizada todas as terças-feiras às 19 horas, impossibilita que os agricultores acompanhem as votações pessoalmente. Como exemplo, ele citou as dificuldades de deslocamento dos vereadores do interior: Nivaldo Bartoski (PSDB) precisa percorrer 40 km para chegar à sessão. “Nenhum agricultor poderá ver o seu trabalho, a não ser que utilize as redes sociais. Se nós mudarmos para outro horário, as pessoas que vêm ao comércio poderão passar nesta casa para conhecer os vereadores e o trabalho”, pontuou.

Ele sugeriu também que sejam feitas pelo menos duas sessões semanais a exemplo do que ocorre em Curitiba. Desta forma, o parlamentar acredita que as críticas da população em relação ao trabalho dos vereadores diminuiriam.

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Uso das redes sociais

Na mesma sessão, o vereador Roni Surek falou sobre a importância do uso das redes sociais. Ele ressaltou que esta é uma forma de cada parlamentar fazer sua prestação de contas e de ouvir os pedidos da comunidade. Ele acredita que as redes sociais oferecem maior agilidade à comunicação.

“A população está ativa, cobrando, exigindo e estudando os políticos, o trabalho que fazem, o que executam, como votam, por onde andam. Eu penso estar fazendo a minha parte. As redes sociais são 'armas', como é a Carteira de Motorista: se você pega a CNH, vai utilizar para o seu bem e dos outros, ou para o mal. Rede social é a mesma coisa”, finalizou.

Errata: Ao contrário do que foi publicado no site da Rádio Najuá e divulgado no programa Meio Dia em Notícias, na sessão desta semana, o vereador não sugeriu que a quantidade de cadeiras fosse fixada em 13. Marcelinho apenas sugeriu que fosse retomada a discussão sobre o número de vereadores. Ele comentou que o legislativo já teve 13 vereadores no início dos anos 2000.

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