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26/05/12 - 01h27 - atualizada em 28/05/12 às 16h18

PDT tem candidatos próprios, mas não impõe restrições às coligações

Segundo o presidente do Partido democrático Trabalhista - PDT em Irati, Raimundo Gnatkoski, a orientação geral do partido para as eleições de 2012 é compor chapa para concorrer ao cargo de prefeito em todas as cidades do Paraná
Marli Traple                                  *Edição: Jussara H. Bendhack
   

Mundio (à direita) foi entrevistado pela equipe da Najuá
Raimundo Gnatkoski, Mundio, como é conhecido, participou do quadro “Najuá Eleições 2012” e disse que o diretório local tem total liberdade para estabelecer coligações sem restrições a qualquer sigla partidária. (Confira a entrevista completa com Mundio no final desta matéria).

Mundio diz que Independente de coligações, o partido tem condições de lançar candidatos próprios. Toti Colaço foi citado como possível pré-candidato a prefeito. Para o legislativo, Vanderlei Cabral, que já foi vereador da localidade de Guamirim; Ailton Laroca vereador eleito; soldado Elias que se filiou recentemente; o bombeiro Valdeci; Amauri Andrade; Romildo Aksenem; Zuleica Onesko; Cleide Portela; Silvana Teleginski; Vanderlei Guze; Dr. Mazepa; Reinaldo Gnatkoski que é vice-presidente do sindicato dos metalúrgicos; Eduardo Palluski; Vilmar Pabis; Fabio Kruc; Ivo Rossa; Sergio Diego Zeni; e Nato Kfouri, que atua na área de saúde do município.

Ficha Limpa

Perguntado se os impedimentos criados pela Lei da Ficha Limpa não inviabilizariam alguma candidatura, o presidente descarta. ”A política precisa de caras limpas, de renovação e nós do PDT somos defensores disso, mas entre os nossos pré-candidatos não encontramos nenhum problema”- explicou.

Sobre uma provável aliança com o pré-candidato do PSDB, Jorge Derbli, Mundio disse que nada ainda foi resolvido. “Conversas já foram realizadas com vários partidos para definir as estratégias de coligações, mas nada está definido, estamos em fase de amadurecimento”.

Oposição

A falta de oposição foi destacada. “Não tem oposição e acompanhando isso vemos que há a necessidade de se posicionar, discutimos até dentro do nosso grupo” – disse, atribuindo a esta carência, sérios prejuízos na agricultura. “O caso da cobrança de iluminação pública, poucos levantaram a mão se posicionando contra isso. Temos visto questionamentos da população e por parte de quem exerce cargo público não há manifestação. Precisamos de um pouquinho mais de divisão de pensamentos, porque não é possível que todos concordem plenamente com os assuntos, afinal, precisa discordância e houve um pouco de omissão daqueles que poderiam mostrar a sua posição”- disse.

Aumento de vereadores

Sobre o aumento do número de cadeiras no legislativo, a orientação do partido é para defender 13 vagas. “Houve pouca representatividade dentro da câmara por causa do número de vereadores que foi reduzido lá atrás, por isso o número 13 é impar o que faz bem para as decisões, dificultando manipulações e aumentando a representação de classes como cooperativas, associações, e outras entidades que não possuem representantes ali colocados”- explicou Mundio.

Posicionamento

O PDT já se posicionou que irá adotar o papel fiscalizador. “Independente de quem seja o prefeito a postura dos eleitos será sempre posicionada em favor do que é certo que é cumprir o seu papel de fiscalizador e criar lei que beneficiem a população”.

Mulheres

Uma particularidade das reuniões do PDT é a participação de casais movidos pela amizade, mas a presença feminina em candidaturas para valer ainda é tímida. “As reuniões servem para amadurecer o lado político das mulheres, porque ainda existe a dificuldade de lançar candidatas. O espaço foi concedido, mas ainda não houve o amadurecimento pleno que cause o interesse da mulher participar”, finaliza.


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