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23/02/12 - 10h46 - atualizada em 23/02/12 às 10h48

Polícia diz que tumulto na apuração foi planejado por pelo menos quatro escolas

Integrantes da Camisa Verde e Branco rasgam o restante dos papeis com os votos dos jurados, durante tumulto que interrompeu a apuração da escolas de São Paulo

Agência Estado


São Paulo - Integrantes de pelo menos quatro escolas planejaram o tumulto da apuração das notas do Carnaval paulistano terça-feira (21) no Anhembi. É o que afirma a Polícia Civil, com base em imagens de emissoras de TV gravadas momentos antes da baderna que terminou com as notas rasgadas. Além das duas pessoas presas até agora, seis são investigadas.

Entre os que já foram identificados pela polícia como participantes do tumulto estão Alexandre Salomão, o Teta, da Camisa Verde e Branco, e Darly Silva, o Neguitão, presidente da Vai-Vai. "Eles serão chamados para prestar depoimento e poderão ser indiciados", afirmou o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, que também atua na Deatur. Os dois não foram encontrados ontem para comentar as suspeitas.

Cenas de TV são a base da investigação policial. "Há imagens claras de dirigentes conversando e se dirigindo alguns minutos antes da invasão para os portões. Essas pessoas estavam envolvidas diretamente no episódio", afirmou o delegado Mauro Marcelo de Lima e Silva, titular da Divisão de Portos, Aeroportos e Proteção ao Turista. Entre os filmados conversando antes da ação estão Tiago Ciro Tadeu Faria, de 29 anos, da Império de Casa Verde, que rasgou as notas, e uma pessoa ainda não identificada com roupa da Gaviões da Fiel.

O delegado afirma que a polícia já tem provas para indiciar pelo menos mais duas pessoas por supressão de documentos e dano ao patrimônio público, os mesmos crimes pelos quais respondem Faria e Cauê Santos, de 20 anos, da Gaviões da Fiel, que já estão presos. Outras quatro ainda têm sua participação na confusão investigada. De acordo com o delegado Lima e Silva, já havia informações sobre uma tentativa de "melar" a apuração. Por causa disso, o policiamento teria sido reforçado durante o evento. No entanto, a invasão ocorreu em uma área onde não poderia haver policial para não atrapalhar a transmissão dos resultados pela imprensa.

O major Alexandre Gasparian, que supervisiona o policiamento de Choque da Polícia Militar no Anhembi, afirmou que o efetivo destacado para o evento foi maior do que o usado para alguns clássicos de futebol. "Não diria que é pouco um efetivo de 160 policiais, em uma parte interna, para um público de menos de 3 mil pessoas". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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