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15/03/19 - 02h10 - atualizada em 15/03/19 às 02h17

Sindicato responsabiliza Petrobras e distribuidoras pela alta dos combustíveis

Gasolina já acumula aumentos de 17,3%, de janeiro até agora, conforme o Sindicombustíveis-PR. Em Irati, nas bombas, a gasolina já sofreu variação de R$ 0,15 nos últimos dias

Da Redação 

Entidade que representa os postos de combustíveis no Paraná se manifestou após série de aumentos de preços nas refinarias da Petrobras

O Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná (Sindicombustíveis) emitiu nota à imprensa na terça-feira (12) em que repudia a série de aumentos de preços dos combustíveis nas refinarias da Petrobras, dentro do que considera uma “perversa política de preços”. De janeiro para cá, os aumentos consecutivos da gasolina já representam 17,3% a mais em seu preço nas refinarias. Somente em março, houve quatro aumentos seguidos.

Essa alta reflete também nas bombas. Nos postos de combustíveis de Irati, o preço do litro de gasolina subiu R$ 0,15 nos últimos dias, por exemplo.

Outros combustíveis também têm sido frequentemente reajustados: o diesel já teve alta de 16% nas refinarias da Petrobras, após uma série de aumentos. O etanol, por sua vez, acumula alta de 21,05% nas usinas nos últimos 30 dias. Os dados são da pesquisa mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA/ESALQ), da Universidade de São Paulo (USP), divulgada na última sexta-feira (8).

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O sindicato aponta que os postos não compram os combustíveis diretamente das refinarias, nem das usinas, e que são obrigados a adquirir os combustíveis das distribuidoras. O Sindicombustíveis atribui a essa prática um problema que, segundo ele, se evidencia desde o ano passado: as companhias distribuidoras estariam repassando aos postos, com grande agilidade, as altas de combustíveis da Petrobras. Por outro lado, demoram ou não repassam integralmente as baixas.

Variação de cidade para cidade

Na mesma nota, o Sindicombustíveis-PR esclarece o motivo da variação de preços de cidade para cidade e, em casos de municípios maiores, até mesmo de um bairro para outro. Conforme o sindicato, as companhias distribuidoras possuem políticas diferentes para cada cidade, tanto pela condição de livre mercado, quanto pela variação nos custos de transporte, aluguel do ponto, seguros e volume de venda.

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Nesse sentido, o sindicato considera injusto que os consumidores direcionem aos postos seus questionamentos sobre as altas recentes. Na visão do Sindicombustívies-PR, os postos são, também, vítimas. “Estes questionamentos devem ser dirigidos ao Governo Federal, Petrobras e distribuidoras”, afirma.

Ainda de acordo com o sindicato, os postos representam o último elo até o combustível chegar a seu consumidor final e, por isso, estão mais suscetíveis à cobrança por explicações. Da mesma forma, eles seriam o agente de menor poder econômico e de menor poder de interferir nessa variação de preços.

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